Mais de 1.700 migrantes de Honduras marcham em caravana pela Guatemala em direção ao México para, posteriormente, cruzar a fronteira sul dos Estados Unidos. Enquanto isso, mais de uma centena de salvadorenhos, incluindo crianças, fazem a mesma rota para se unir ao grupo. saiba mais Centenas de hondurenhos partem a caminho dos EUA em nova caravana Há uma crise humanitária na fronteira entre EUA e México? O que os números dizem Caravana de migrantes: menino de 8 anos morre no Natal sob custódia dos EUA por cruzar a fronteira WIDER IMAGE-Caravanas: a nova face da imigração sem um fim à vista Dois imigrantes de Honduras são assassinados no México, dizem autoridades Segundo registros oficiais da Direção de Imigração de Honduras, pouco mais de 1.700 pessoas se registraram no centro de controle migratório na cidade guatemalense de Agua Caliente, a trinta quilômetros da fronteira. Apesar disso, diversos imigrantes afirmaram à “The Associated Press” que não esperaram os trâmites burocráticos e cruzaram o país ilegalmente. Migrantes hondurenhos partem rumo ao norte do continente Migrantes hondurenhos partem rumo ao norte do continente Foto: Luis Echeverria / Reuters A hondurenha Miria Zelaya, que viaja com doze familiares, afirmou ter partido de Colón, departamento ao norte de Honduras, e se dirige aos Estados Unidos. A dona de casa disse não saber se a empreitada dará certo, mas ainda assim quer chegar ao território americano, mesmo ciente da ameaça da política de separação de famílias e o reforço de soldados na fronteira. “Isso não me desanima”, afirmou. O jovem Héctor Alvarado, 25 anos, viaja com o bolso vazio e disse que precisou deixar Honduras por ser “um opositor político ao partido do governo, que o impede de conseguir emprego”. “Descobri a caravana pelo Facebook, me despedi de minha família e segui caminho”, disse. Apesar de não levar dinheiro, afirma se manter na viagem com doações de pessoas que conhece pelo caminho. Na quarta, 16, centenas de pessoas receberam permissão de permanência na Guatemala por 90 dias. O muro “Com essa caravana estamos demonstrando [ao presidente americano, Donald Trump] que não há muro que nos detenha”, disse um homem identificado apenas por José, que cobria o rosto com uma camisa da seleção de futebol de El Salvador. Segundo ele, o grupo é unido e viaja porque “não há trabalho e a criminalidade está elevada” em Honduras. O futuro que aguarda o grupo de imigrantes na fronteira entre o México e os Estados Unidos é incerto. Caravanas anteriores se tornaram pauta recorrente de Donald Trump para justificar a construção de um muro – obra cujo financiamento colocou o governo em uma paralisação histórica. Parte dos imigrantes que chegaram aos portões americanos decidiram retornar aos países centro-americanos ou aceitaram ficar no México por não conseguirem autorização ou asilo. Segundo registro da Patrulha Fronteiriça americana, quase metade dos imigrantes destas caravanas tentaram cruzar a fronteira ilegalmente. Em novembro, os agentes entraram em confronto com um grupo que tentou chegar ao país pelas cercas da cidade de Tijuana, no México.

A atriz Luana Piovani contou em um vídeo publicado em seu canal de YouTube nesta quarta-feira, 16, que foi assediada por diretor da Globo na época em que trabalhava na emissora.

Luana relembrou as duas situações em que se sentiu assediada. A primeira quando tinha 18 anos, em São Paulo, e um produtor de teatro, após um jantar, teria tentado beijá-la após uma carona, informa o MSN.

“A segunda vez foi na Globo. Tava na sala de um diretor. Tinha outras pessoas comigo, outras atrizes. Ele olhou pra mim e falou ‘Luana’, bateu assim na perna [Luana gesticula batendo em sua perna, como se chamasse alguém para sentar em seu colo].”

“Levei na brincadeira, porque também, ele tentou e eu fiz uma brincadeira com ele, pra ele se colocar mais no lugar dele e só. Mas não me senti mal, desrespeitada, pensei ‘ah, meu Deus, será que pode acontecer alguma coisa comigo?’.”

Luana não revelou o nome do diretor, que não está mais na emissora: “F***-se. A novela foi um fracasso. O cara já morreu e eu tô aqui.”

Assédio

Luana também deu sua opinião sobre como enxerga o machismo e situações relacionadas à questão: “Acho um certo exagero o que tá rolando em relação a assédio. Inclusive, eu, se fosse homem, ia tá com medo de conversar com mulher.”

“Não sou alguém que me incomodo muito com assédio, desde que não me toque. Inclusive, se a pessoa demorasse muito a entender, eu ia mesmo e assediava, nunca vi isso como problema.”

“Acho que cada um é seu próprio julgador. Eu, por exemplo, não me sinto mal se alguém me assedia na rua. Tem muita gente que não gosta, se sente mal. É muito importante que as meninas falem, façam esse movimento, que isso tudo continue, porque elas vivem nesse ambiente machista e homem é folgado pra cac***”, ressalta.

“É óbvio que roupa não é convite pra p*** nenhuma, que o meu corpo é meu, as regras quem dita sou eu, apesar de ainda terem leis que achem que não, e não tem nada melhor do que a gente ter liberdade.”

Despedida do Brasil

Na tarde desta quarta-feira, 16, Luana Piovani também publicou suas últimas postagens no Instagram antes de se mudar em definitivo para Portugal. “Foi lindo, obrigado por tudo, Brasilzão!’, disse.

17/01/2019